Brazil digital report

Primeira Edição - Abril de 2019

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Brazil Digital Report - 1a Edição

O primeiro dossiê sobre a economia digital brasileira
8 de Abril de 2019

Objetivo
Este relatório apresenta uma visão geral da economia do Brasil, incluindo o atual cenário digital, empresarial e de inovação. Os fatos mostram que o Brasil oferece muitas oportunidades significativas e também muitos desafios – oportunidades de inovação – para impulsionar a produtividade, o crescimento e os avanços sociais.

 

Público-alvo
Este relatório destina-se a todos aqueles que podem desempenhar um papel na agenda de inovação do país – empreendedores, investidores, instituições públicas e privadas, líderes empresariais de todo o mundo, e brasileiros intelectualmente curiosos e interessados por tecnologias digitais.

 

Metodologia
Esta é uma compilação curada de informações públicas e dados exclusivos selecionados da McKinsey. O Relatório deverá ser revisado anualmente e esperamos que suas edições narrem a história contínua da inovação e evolução digital no Brasil.


Agradecimentos
A McKinsey agradece o apoio que recebeu da Brazil at Silicon Valley, um movimento organizado por estudantes brasileiros da Universidade de Stanford, cuja missão é melhorar a competitividade e a relevância global do Brasil por meio da tecnologia e da inovação. 

 

Destaques da primeira edição

A economia brasileira está crescendo novamente, com o crescimento do PIB real projetado em 2,5% em 2019 e 2,7% em 2020, comparado a -3,6% em 2015, 1,1% em 2017 e 1,2% em 2018. Taxas de juros, inflação e risco país todos se movem no sentido de criar um ambiente de investimento favorável. No entanto, o Brasil só registrou ganhos de produtividade de 1,3% ao ano desde 1990 (contra 5% da Índia e 8,8% da China).


Mais de dois terços dos brasileiros têm smartphones e gastam em média 9 horas conectados à Internet todos os dias (contra 6 horas nos EUA), um dos índices mais altos do mundo. No entanto, a 13 Mbps, a velocidade da internet no país ainda é muito inferior às economias desenvolvidas e atrás da média global de 31 Mbps.
 

O Brasil tem alguns dos consumidores digitais mais ávidos do mundo. Por número de usuários, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial para o WhatsApp, o segundo para o Instagram, o terceiro para o Facebook, o terceiro para o LinkedIn, o segundo para o Pinterest e o segundo para o Waze. No entanto, o e-commerce ainda está atrasado em relação às nações mais desenvolvidas, com 6% do total de vendas no varejo (comparado a 20% para a China e 12% para os EUA).

 

O ecossistema global de startups do Brasil está crescendo em um ritmo acelerado, com mais de 10.000 startups – 46% das quais com menos de 2 anos de idade – e 30.000 empregos criados. Os investimentos em capital de risco no Brasil somaram US$1,3bi em 2018 (contra US$859mi em 2017) e representam 66% de todos os investimentos na América Latina. Em 2018, existiam 8 startups com status de unicórnio (avaliação acima de US$ 1 bilhão), comparado a 13 na Índia e 92 na China. No entanto, o Brasil ainda ocupa a 109ª posição em facilidade de fazer negócios globalmente – como exemplo, levam-se em média 79 dias para abrir uma empresa (contra meio dia no Reino Unido).


O sistema financeiro brasileiro tem sido um território privilegiado para a inovação. Mais da metade da população usa ativamente serviços bancários online, e 58% de todas as transações bancárias hoje ocorrem pela internet. Existem mais de 400 startups de fintech no país, e mais de 7 milhões de clientes abriram contas em bancos exclusivamente digitais. No entanto, comparado aos países desenvolvidos, o Brasil ainda tem baixa penetração de quase todos os produtos financeiros.
 

O sistema de saúde brasileiro ainda não atende aos padrões da OMS, embora a mortalidade e outras métricas tenham melhorado significativamente. O Brasil ainda está atrasado em áreas como prontuários eletrônicos, com apenas 23% das unidades de saúde usando este recurso e 45% ainda totalmente em papel. Cerca de 300 startups brasileiras já enfrentaram o desafio e estão impulsionando a agenda de inovação digital no setor de saúde.
 

Apesar do recente número recorde de graduandos no ensino médio e superior, menos de 40% da população brasileira completou o ensino médio e mais de 10% são analfabetos. Mais de 250 startups em educação digital estão tentando alcançar escala dentro e fora das salas de aula – as empresas de educação à distância estão liderando o caminho, respondendo por 25% de todas as matrículas para o ensino superior no país.

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